MA: Sarney pode ser candidato à reeleição no Senado

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do Revista Nordeste



O anúncio do vice-presidente eleito, Michel Temer, de que o PMDB está disposto a brigar pelo comando do Senado durante as próximas duas legislaturas deu fôlego ao grupo de peemedebistas inquilinos do poder para lançar previamente o nome do atual presidente da Casa, José Sarney (AP), à reeleição. Mas colocou petistas insatisfeitos num trabalho de bastidores que envolve conversas e telefonemas para senadores eleitos com o intuito de lembrar as pendências judiciais e a existência de telhados de vidro na biografia de grande parte dos integrantes do PMDB, em especial na dos nomes que mais influenciam a escolha do novo comandante da Casa.

A ideia dos petistas é cavar uma discussão paralela sobre o perfil do novo presidente do Senado e minar nomes que não agradam à legenda — ou a integrantes dela. Para isso, argumentam que são poucos os representantes do PMDB que conseguiriam comandar a Casa sem serem atingidos pelas denúncias da imprensa e pela reação da opinião pública. Na verdade, a lista se restringe a senadores reeleitos com pouca expressividade e aos novatos sem experiência no cargo.


O principal alvo de acusações dos petistas é José Sarney, já anunciado candidato ao cargo por seu grupo de apoio na Casa. Aos que acham que o atual presidente do Senado sobreviveu, apesar das feridas, aos ataques e aos escândalos que assombraram a credibilidade do Senado e a do próprio parlamentar nos últimos dois anos, a oposição ao peemedebista lembra que mais coisa está por vir.


Operação

A “ameaça” se refere ao desfecho da Operação Boi Barrica, deflagrada pela Polícia Federal para investigar transações empresariais de Fernando, filho de Sarney. Os senadores acreditam que as acusações contra o atual presidente da Casa estão adormecidas graças à eleição majoritária deste ano, mas defendem que a conclusão e a divulgação dos detalhes das investigações podem, mais uma vez, colocar Sarney na berlinda.


O assunto já foi tratado internamente pelo grupo de aliados do atual presidente. Na avaliação desses parlamentares, no entanto, o nome de José Sarney já é assimilado tanto dentro do Senado quanto pela opinião pública, que já assistiu ao peemedebista permanecer no cargo depois de meses de acusações e de denúncias.


Comissões abertas a questionamentos

» A partir de hoje, qualquer cidadão poderá participar das audiências públicas das comissões da Câmara dos Deputados com perguntas dirigidas aos convidados. O projeto piloto para a participação popular começará pelas comissões de Educação e Cultura e de Direitos Humanos e Minorias. As perguntas deverão ser enviadas para o e-mail pergunte@camara.gov.br e devem ser direcionadas aos convidados das audiências públicas. As perguntas dos internautas serão encaminhadas aos deputados que integram cada comissão, para que eles possam fazer os questionamentos aos convidados durante o debate. Isso porque, pelas regras da Câmara, apenas os deputados têm direito ao uso da palavra em audiências públicas.


Telhados de vidro

O argumento que sustenta a manutenção de José Sarney (PMDB-AP) na Presidência do Senado tem razão de ser. O consenso dentro do partido marcado por divisões é que a maior parte dos integrantes do PMDB cotados para sucedê-lo não resistiria a escândalos. Além disso, parte deles tem nas costas o peso de inquéritos e ações penais em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). É o caso de Romero Jucá (RR) e de Valdir Raupp (RO).


Contra Jucá pesam dois inquéritos no STF: um que investiga prática de corrupção eleitoral e outro que tramita em segredo de Justiça e apura possível crime de responsabilidade. Raupp, que já foi líder do PMDB e também teve o nome incluído nas conversas e especulações, foi descartado depois que o Supremo decidiu, na semana passada, abrir um novo processo criminal contra ele. Dessa vez o senador responderá por suspeita de envolvimento em crime de falsidade ideológica. Em agosto, a Corte já tinha aberto uma ação penal contra o peemedebista por suspeita de envolvimento em crime contra o sistema financeiro nacional.


Além deles, Renan Calheiros (AL) também não entra na disputa porque os processos abertos contra ele no STF ainda não foram julgados. Na dúvida, o senador reeleito achou melhor disputar a liderança da legenda na Casa e permanecer na discreta posição de articulador político.


Sem nomes capazes de resistir à vitrine do cargo sem que novos escândalos manchem ainda mais a imagem da política no Senado, o PMDB caminha para o continuísmo como forma de evitar novos desgastes. O grupo que comanda o partido na Casa há anos pode ter as estratégias abaladas se o plano do PT for bem-sucedido e a ala de novatos se unir aos dissidentes da legenda, que pregam a renovação dos nomes no comando da Casa.





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