Dilma faz alerta a aliados e diz que não vai tolerar malfeitos

Dilma faz alerta a aliados e diz que não vai tolerar malfeitos: "

Matheus Pichonelli, iG São Paulo

No 'Jornal da Band', presidenta eleita acha justo contemplar partidos da base, mas avisa que não haverá complacência

A presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira, em entrevista ao Jornal da Band, que acha justo que todos os partidos de sua coalizão sejam representados em seu governo, mas fez um alerta aos aliados: “não terei complacência nem tolerância com malfeitos”.


A declaração acontece em meio às discussões sobre a transição do governo, na qual representantes do PT e do PMDB começam a decidir quem serão os nomes que vão compor a equipe da futura presidente. Dilma aproveitou para afirmar também que não possui “nenhuma evidência” que já haja briga por cargos em seu governo.


“Deixo claríssimo a todos os que integrarem o governo que não terei complacência nem tolerância com malfeitos. Errou, foi denunciado, você vai investigar e punir, seja quem fez. O princípio de um bom governo é deixar claro que, se houver falhas, as pessoas que falharem vão sofrer conseqüências. A grande responsável pelo fato de aumentarem as más praticas é a impunidade, que é madrinha do malfeito”, declarou.


Dilma disse, mais uma vez, que pretende mesclar critérios técnicos e condições de lideranças políticas e pessoais para o preenchimento de cargos. A ex-ministra afirmou também que tentará colocar o “máximo” de mulheres em seu governo. Afirmou também que o salário mínimo será elevado sistematicamente em seu governo por meio de discussões com as centrais sindicais. A fórmula preferida por ela para balizar os reajustes é o que leva em conta a inflação e o PIB de dois anos anteriores à negociação. Ela disse que pretende negociar com as centrais uma forma de compensar perdas aos trabalhadores em razão de períodos de baixo crescimento.


A presidenta afirmou também que pretende valorizar o agronegócio, com a expansão do crédito para o setor. Disse também que o agronegócio não pode sofrer “ameaças”, mas refutou a possibilidade de tratar a reforma agrária como “caso de polícia”, mas sim como uma questão social por meio da valorização da agricultura familiar. Disse não ser admissível que ocorra um novo Eldorado de Carajás nem invasões de propriedades produtivas.

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