As cavernas com cheiro de urina e a Cidade dos Porcos…

As cavernas com cheiro de urina e a Cidade dos Porcos…: "



do Marco Aurélio D'Eça

Abaixo, resumo do excelente texto de Linhares Júnior; análise precisa da situação em Pedrinhas e dos personagens envolvidos – dentro e fora do presídio (policiais, jornalistas, “especialistas” dos Direitos Humanos e ”pessoas de boa-fé”) . Os destaques em negrito são deste blog, para realçar os pontos considerados fundamentais. A ilustração também é de Linhares Júnior


Existe um lugar no Maranhão, uma grande montanha abarrotada de cavernas úmidas e vigiadas por carrascos que já perderam a noção da humanidade.


O lugar, pela lei, deve ser gerenciado de forma que seus “hóspedes” voltem mais humanos do que entraram.


O que acontece na verdade é o contrário: dentro das cavernas existe uma grande estrutura preparada para roubar almas e transformar pessoas em animais.


É o reino esquecido das memórias que nunca aconteceram.


De tempos em tempos os animais criados na caverna são soltos e, na maioria absoluta das vezes, contemplam as expectativas de quem lhes roubou a alma e agem como… animais.


Logo as pessoas que não tiveram o desprazer de conhecer o lugar, os que conhecem, mas preferem esquecer – e um tantinho de tolos que julgam conhecer algo sobre a realidade da coisas – começaram a ver nos jornais sobre “mais uma rebelião”.


Abrem-se então as portas de outras cavernas, as cavernas da ignorância e da leviandade.


Culpam ao sistema, como se eles não fossem parte do sistema. Apontam inimigos dentro da estrutura, como se não fossem eles os responsáveis pelas bases da estrutura. Acusam seus “hóspedes” de serem animais, como se eles não tivessem perdido a humanidade por culpa da inanição desses desgraçados.


Em seguida é a vez dos juízes populares. Tolos que conhecem o mundo real por meio de televisores e que sequer sabem a localização exata das cavernas. Eles afirmam que o sacrifício dos animais criados pelo Estado atende às necessidades gerais da epistemologia da idiotice.


Como se a recuperação de homens não fosse uma alternativa à criação de monstros e sua posterior execução. O fato é que os “hóspedes” são transformados em monstros por aqueles que lhes deveriam recuperar contra a sua vontade.


Já estes “juízes” populares são transformados em asnos por si mesmos…



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