Sem os NORDESTINOS não haveria o SUL maravilha

Sem os NORDESTINOS não haveria o SUL maravilha: "


“O sertanejo (nordestino) é, antes de tudo, um forte”, já escrevia o fluminense Euclides da Cunha no seu clássico Os Sertões. Nesta sexta-feira (08) é comemorado o Dia do Nordestino, sinal de uma resposta positiva aos inúmeros preconceitos que essa população sofre ainda no chamado Sul maravilha. Outro dado é que só tem dia quem precisa se afirmar na sociedade perante uma discriminação, veja o exemplo das mulheres, negros e homossexuais.


Com uma região que sofre com constantes secas, uma oligarquia opressora e sem muitas condições de cidadania, os nordestinos perceberam melhores oportunidades de trabalho na região Sudeste, desde o século 19, o mesmo período que migraram para o Norte no chamado ciclo da borracha.


“Quando eu cheguei em São Paulo, eu nunca tinha sentido tanto frio, o começo foi sofrido”, relembra a copeira do Virgula, Cosma Herculana, a Tia Maria, 63 anos. Ela veio com 8 anos de idade. “Vim de Pernambuco e a viagem durou 15 dias”.


A história de Tia Maria não é diferente da de milhares de nordestinos que migraram e foram uma espécie de mão de obra barata para a classe média de São Paulo e Rio de Janeiro. De origem pobre e, em geral, analfabetos, eles foram logo alvo de preconceitos. “Pau de arara”, “risca faca”, “paraíba”,”cabeça chata” são alguns dos termos pejorativos usados para apontar e menosprezar esses migrantes que no fim, acabaram construíndo todas as maravilhas do Sudeste.


Mesmo com a migração nas últimas décadas para o Sul ser de nordestinos de classe média, ainda encontram manifestações radicais contra a rpesença dos nordestinos, como o recente manifesto lançado em 2010, São Paulo para os Paulistas. Escrito por universitários, ele começa: “Quantas vezes você, paulista, presenciou cenas de desrespeito praticado por migrantes? Invadirem espaços, agirem como se estivessem em sua terra. Imporem sua cultura e costumes à nossa vontade. Inundam nosso estado, exigem serviços, põem-se de ‘vítimas’, apagam nossa identidade. Assim somos desrespeitados. E dentro da nossa terra”!


O mais triste, por uma questão de bairrismo, é o não reconhecimento dos valores e da rica cultura que os nordestinos só acrescentaram e acrescentarão a esse calderão miscigenado chamado Brasil.


(Virgula UOl)



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