Lobão afirma que há uma campanha nacional de descrédito do Maranhão

Lobão afirma que há uma campanha nacional de descrédito do Maranhão: "


do Blog do Manoel Santos



Lobão diz que Roseana está preparada para ganhar, por ampla maioria, em qualquer circunstância


Senador diz que atual volume de investimentos fará o Estado superar indicadores negativos


O senador Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia, acredita que existe uma campanha nacional de descrédito do Maranhão. Em entrevista ao Jornal Pequeno, ele declarou que essa campanha é alimentada por adversários do grupo Sarney, “que apresentam o Maranhão como um Estado de miseráveis, quando a realidade é muito diferente”.

Líder das pesquisas na disputa pelo Senado, Lobão afirma que no Estado há “focos de pobreza”. E acrescenta que o Maranhão está vencendo essa luta, a partir da contribuição de sucessivos governos.

“Quando governei o Estado, por exemplo, nos anos 90, reduzi em 33 por cento a mortalidade infantil e impulsionei o desenvolvimento estadual, com um programa de governo arrojado, que investiu na saúde, na educação e na modernização de nossa infra-estrutura”, frisou Lobão.

Ele acredita que hoje a situação é muito promissora: “Duvido que haja outro Estado brasileiro que tenha um volume de investimentos da dimensão do que está sendo feito no Maranhão. Basta dizer que a refinaria da Petrobras, em Bacabeira, será a maior obra em construção na America Latina”. O senador, que está em campanha pela reeleição, apregoa que é preciso investir maciçamente na educação, para que o Maranhão possa dar o grande salto do desenvolvimento. Leia a seguir, na íntegra, a entrevista concedida por Lobão ao JP:


Jornal Pequeno – O que explica o fato de o senhor estar, desde o início da campanha, na liderança das pesquisas para o Senado no Maranhão?

Edison Lobão – Só posso atribuir essa liderança, que muito me honra, ao reconhecimento do povo ao meu trabalho e ao empenho com que tenho procurado corresponder, ao longo de toda a minha vida pública, à confiança que os meus conterrâneos sempre depositaram em mim.

Fui deputado federal, governador do Estado, senador da República e Ministro de Estado. No exercício desses cargos e mandatos, sempre contei com a permanente aprovação do povo. Sou um trabalhador incansável na defesa dos interesses do nosso Estado. E foi por isso que, na condição de Ministro, sempre encontrei espaço na agenda nacional para incluir, defender e aprovar as propostas do Maranhão.

A implantação, no Estado, da maior refinaria em construção na América Latina, só foi possível, tenho certeza, porque eu era o Ministro de Minas e Energia e servia a um governo sensível às causas do Maranhão e do Nordeste.

JP – Que propostas o senhor defenderá no Senado para mudar a situação do Maranhão, marcada por indicadores sociais e econômicos tão negativos?

Lobão – Para mudar os seus indicadores sociais basta que o Maranhão aproveite as oportunidades do momento excepcional que estamos todos vivendo no Brasil, aprofunde o que já começou no atual governo e adote uma postura mais agressiva em relação à educação e à saúde. Todos viram a pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais), publicada pela revista Veja, na qual pelo menos oito municípios do Maranhão figuram entre os 100 municípios que mais se desenvolvem no Brasil.

O Maranhão está vivendo um grande momento de sua história, com um volume de investimentos jamais visto nesta parte do Brasil. Nós, políticos, temos que trabalhar para esses empreendimentos, como a Refinaria, a exploração de gás natural, a implantação de fábricas no Sul e outras regiões do Estado, beneficiem o maior número possível de maranhenses, com empregos e novas oportunidades.

JP – O senhor acredita que haverá um segundo turno nesta eleição para o governo do Estado?

Lobão – As pesquisas apontam vitória da governadora Roseana Sarney já no primeiro turno. Ora, se a ampla maioria do povo já sabe em quem votar e por que está votando, como revelam os institutos de pesquisa, é natural que a eleição se decida logo. Pelo entusiasmo com que a população recebe nossas caravanas, também é possível acreditar nessa possibilidade. Mas Roseana está preparada para ganhar, por ampla maioria, em qualquer circunstância.

JP – Por que, mais uma vez, a candidatura ao Senado?

Lobão – Porque no Senado tenho prestado relevantes serviços ao meu País e especialmente ao Maranhão. Este será o meu terceiro mandato consecutivo, o que significa que o povo maranhense está satisfeito com o meu desempenho e entende que eu devo manter a minha cadeira no Senado, como seu representante. Quem decide o destino do político é o povo, com o poder do voto.

JP – Que avaliação o senhor faz da atual campanha pela Presidência da República?

Lobão – O povo brasileiro já optou pela eleição da candidata Dilma. Era representa a continuidade do melhor governo da história do Brasil, o governo do Presidente Lula. Ela é a garantia de que tudo quanto resultou na aprovação do atual governo será mantido, principalmente a atenção aos mais pobres. Dilma foi a executora da maioria dos programas e obras do governo Lula.

JP – Especula-se nos meios políticos que, sendo reeleito senador, o senhor trabalhará para voltar ao cargo de ministro de Minas e Energia. Faz sentido esta especulação?

Lobão – Estou trabalhando firmemente na minha campanha, como candidato a Senador da Republica. Essa é a minha prioridade; esse, o meu objetivo. Quanto às especulações, é problema dos especuladores. Fico lisonjeado quando eles me nomeiam ministro antes mesmo da eleição presidencial. Estão explicitamente admitindo a minha vitória, no que eles estão muito certos.

JP – Ao seu modo de ver, por que o Maranhão continua preso às estatísticas que o colocam como um dos estados mais pobres do país?

Lobão – A pesquisa do Ipea a que me referi anteriormente responde à sua pergunta. Não há dúvida de que existe uma campanha nacional de descrédito do Maranhão. Essa campanha é alimentada por nossos adversários, que apresentam o Maranhão como um Estado de miseráveis, quando a realidade é muito diferente. Temos focos de pobreza, sim, mas estamos vencendo essa luta, a partir da contribuição de sucessivos governos.

Quando governei o Estado, por exemplo, nos anos 90, reduzi em 33 por cento a mortalidade infantil e impulsionei o desenvolvimento estadual, com um programa de governo arrojado, que investiu na saúde, na educação e na modernização de nossa infra-estrutura. Hoje, a situação é muito promissora. Duvido que haja outro Estado brasileiro que tenha um volume de investimentos da dimensão do que está sendo feito no Maranhão. Basta dizer que a refinaria da Petrobras, em Bacabeira, será a maior obra em construção na America Latina. Agora, é investir maciçamente na educação, para que possamos dar o grande salto do desenvolvimento.

JP – Qual a avaliação que o senhor faz das demais candidaturas ao Senado: João Alberto, Zé Reinaldo, Vidigal, Roberto Rocha, Professor Adonilson etc?

Lobão – Sem desmerecer os demais, não tenho dúvida de que João Alberto é o melhor candidato para a segunda vaga maranhense no Senado. Ex-governador com larga folha de serviços prestados ao Maranhão, ele vai nos representar muito bem.

JP – Como o senhor avalia as candidaturas ao governo, especialmente as de Roseana Sarney, Jackson Lago e Flávio Dino?

Lobão – O povo já respondeu, nas sondagens de opinião, e vai responder, de maneira mais enfática, no dia 3 de outubro, com a eleição consagradora da governadora Roseana. Como diz o bordão, o povo não é bobo. E vai decidir pelo considera ser o melhor para o Maranhão.

JP – Como o senhor analisa as recentes pesquisas sobre os candidatos ao Senado e ao governo do Maranhão?

Lobão – Sinto que elas refletem a realidade que se vê nas ruas e praças de todo o estado: o inquestionável favoritismo dos candidatos da nossa coligação: “O Maranhão não pode parar”.

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