Jackson e Dino falam de corda na casa de enforcado

Jackson e Dino falam de corda na casa de enforcado: "


do Blog do Décio

Sob o título, “Adversários de Roseana Sarney usam operação da PF no Amapá para atacá-la”, a Folha de S. Paulo publica a seguinte matéria na sua edição desta quinta-feira:


A proximidade política entre o senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-governador do Amapá Waldez Góes (PDT), preso pela PF sob suspeita de desvio de dinheiro público, está sendo explorada na campanha eleitoral no Maranhão, onde Roseana Sarney (PMDB), candidata à reeleição, lidera a disputa ao governo.


Em entrevista a uma rádio, o candidato Jackson Lago (PDT) – que é do mesmo partido de Góes – disse que a “turma do Sarney no Amapá está toda presa”. A campanha de Lago discute se o assunto será abordado no horário eleitoral.


Em comício, Lago disse lamentar que uma ação da PF semelhante à realizada no Amapá ainda não tenha sido feita no Maranhão. O candidato do PC do B ao governo maranhense, Flávio Dino, também citou o caso em um comício. Disse que mais uma vez suspeitas de fraude envolvem agentes públicos próximos aos Sarney.”


Efeito Bumerangue


Jackson e Flávio Dino estão falando de corda na casa de enforcado. Na verdade, estão apelando porque Roseana não tem ligação alguma com o caso. Veja que o comunista censurou este blog só porque foi feita a ilação de seu nome com uma história que passa longe da relatada acima


Jackson escapou por pouco da prisão durante a Operação Navalha. Só não viu o sol nascer quadrqado porque a ministra do STJ Eliana Calmon entendeu que a Constituição do Maranhão só permitia prisão do governador em flagrante. No entanto, dois de seus sobrinhos, o irmão Wagner Lago, dois ex-secretários (entre eles Aziz Santos, seu amigo e guru), colaboradores do governo foram denunciados pelo Ministério Público e Polícia Federal acusados de formarem uma “organização criminosa” que só no Maranhão roubou R$ 26 milhões. Tudo comandado pelo empresário Zuleido Veras, da Gautama. O pedetista, segundo a tabela da propinagem apreendida pela PF na ocasião (veja reprodução), era o “chefe maior” da quadrilha embolsando 8% do “negócio”.


Flávio Dino tem como seu principal guru político o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), preso na ação da PF. José Reinaldo é acusado de ter embolsado propina de R$ 1,8 milmhão e um Citroen C5 para liberar pagamentos suspeitos para a Gautama. O deputado foi o responsável também pela soltura de ex-prefeitos presos na primeira etapa da Operação Rapina, em 2007. Na época, foi denunciado que ele utilizou seu “prestígio” junto ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região para conseguir os habeas corpus.

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