A importância do equilíbrio político.

A importância do equilíbrio político.: "


do blog: Joaquim Nagib Haickel

Tudo indica que a disputa eleitoral pela Presidência da República já está resolvida. Lula elegerá Dilma no 1° turno. Imagino que esse fato não se questione. Inclusive, tenho certeza que no tocante a esse item, eu e meu amigo Flávio Dino concordamos plenamente.


Enquanto isso as disputas eleitorais pelos governos dos Estados também já estão praticamente decididas. Faltando três semanas para o dia do pleito poucas surpresas devem acontecer. Nisso imagino que eu e Flávio discordemos um pouco.


Por outro lado, as disputas para o preenchimento de dois terços das vagas ao Senado Federal, prometem ser mais acirradas. O futuro governo precisará ter na Câmara Alta do Congresso Nacional uma maioria confortável para poder administrar o país com tranquilaidade. Concordância Geral. Imagino.


Na Câmara dos Deputados a disputa será menos crucial, haverá um maior equilíbrio, mesmo que com uma renovação menor que a estimada a princípio. De acordo!?


Nas Assembléias Legislativas o quadro não será diferente, sendo que a renovação será maior que a estimada inicialmente. Minha opinião.


Isso tudo acontecerá, não sei se graças ou apesar da aplicação ou da desaplicação da Lei da Ficha Limpa, que tudo indica, nos próximos anos será a responsável pela diminuição do numero de candidatos a cargos eletivos em nosso país. Espero.


Acredito que o Maranhão esteja desenhado com fidelidade nas mal traçadas linhas acima, mas espero que o mesmo não aconteça em outros Estados. É sobre isso que quero falar hoje. Sobre a necessidade primordial do equilíbrio das forças políticas a nível nacional para a existência de uma democracia sadia, capaz de gerar progresso sustentável, robustez econômica e avanços sociais verdadeiros.


Com a vitória de Dilma no 1° turno, seria indispensável que pelo menos Alckmim saísse vitorioso em São Paulo e que Anastásia vencesse em Minas Gerais. Tal equilíbrio pode nos garantir a estabilidade do sistema democrático, fazendo com que o poder executivo, nos três níveis, possa variar suas forças equilibrando a delicada sinfonia do poder político em nosso país.


Lula é o ícone dessas eleições. Personagem principal, ele ofusca a todos, começando por sua própria candidata, que sairá vitoriosa das urnas, passando pelos adversários desta e chegando próximo de rivalizar-se até mesmo com um daqueles falsos messias judeus, jamais com o Cristo verdadeiro.


O presidente está realmente acima do bem e do mal. Nele nada causa mácula. Nele os pecados não se sobressaem.


Produto exatamente do sucesso de nossa estabilidade, tanto no alicerce democrático quanto nas colunas econômicas que sustentam as vigas mestras de um forro social, Lula se apresenta como Midas de popularidade eleitoral. Onde ele toca vira voto. E acho isso correto. É assim que acontece em toda parte, mas há uma coisa que até mesmo Lula deve saber: Toda unanimidade é burra.


Eu se fosse Lula deixaria o quinhão do PSDB intacto. O efetivo sucesso da futura administração do país gerido pela coligação PT-PMDB, passa pela reserva de mercado estabelecida tacitamente pela sabedoria do povo paulista e mineiro, os mesmos da Política do Café com Leite. O PT fica com um Brasil e o PSDB fica com um outro, possibilitando assim que o nosso Brasil não se quebre, não se reparta, não rompa, não degringole.


Estados como o nosso Maranhão, bem como o Piauí, Alagoas e Sergipe, mesmo o Amazonas, o Pará e os dois Mato Grosso, dentre outros, importam pouco no tabuleiro do poder nacional, a ponto de alterar o equilíbrio político.


Os Estados de São Paulo e de Minas e mais a cidade de São Paulo devem permanecer mesmo sobre o controle da oposição ao governo, quem quer que seja ele, pois esses três organismos político-administrativos sofrem pouca ou nenhuma pressão do governo federal. Este ao contrário de retalhar-lhes, estabelece parcerias mais efetivas e eficientes com eles, situação inversa a dos pequenos estados e municípios que dependem diretamente do governo federal para implementação de seus projetos mais estruturais e definitivos.


Depois de dizer isso só me resta rezar para que uma mulher faça o que nenhum homem ousou fazer até agora nesse país. Sarney fez a transição segura para a democracia, Collor iniciou a abertura de nossa economia, Itamar segurou o barco numa hora difícil, Fernando Henrique equilibrou definitivamente a economia e Lula sacramentou o sucesso econômico e democrático, estendendo seus benefícios a um grande número de pessoas jamais aquinhoadas. Agora, o indispensável a fazer são as reformas política e tributária, e imagino que esse possa ser o destino dessa guerrilheira.


Dilma não será pior que Lula, mesmo que a comparação venha fustigá-la bastante e jamais seria pior que Serra.


“Quem viver verá!”

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