Ministério Público estabelece 60 dias para que problemas no setor de energia sejam solucionados em Santa Inês

Ministério Público estabelece 60 dias para que problemas
no setor de energia sejam solucionados em Santa Inês

Foi realizada na manhã de ontem, terça-feira, no Auditório do Ministério Publico em Santa Inês, uma Audiência Publica entre o MP e a Cemar, conforme estava programado e fora inclusive noticiado aqui nas páginas do Agora na edição de sábado passado. A audiência foi comandada pela promotora pública, Dra. Rosana Gonçalves da Defensoria do Consumidor. Representando a concessionária de energia estiveram presentes a procuradora da companhia, senhora Beatriz Kriiger e a diretora para assuntos junto ao Poder Público senhora Marines. Já por parte da prefeitura de Santa Inês esteve presente Alexandre Fagundes que é responsável pela iluminação pública, além de representantes da imprensa local e algumas donas de casa. A audiência foi convocada pelo MP para ouvir da Cemar explicações sobre os constantes "apagões" que vem ocorrendo na cidade, os quais tem trazido grandes prejuízos para a população em geral, e inclusive para o comércio e instituições diversas.
Após meia hora de atraso, os representantes da companhia adentraram o Auditório do Ministério Público e a promotora Rosana Gonçalves deu por aberta a audiência, fazendo uma explanação dos objetivos da mesma. A princípio falou o representante da prefeitura de Santa Inês Alexandre Fagundes que deteve-se no fato de a arrecadação dos valores de iluminação pública na cidade, não corresponderem aos investimentos feitos pela prefeitura. Falou ainda sobre a atuação de vândalos que destroem as lâmpadas e luminárias, deixando grande parte da cidade no escuro. Alexandre informou que a prefeitura é responsável pela iluminação do município, e que se alguma lâmpada queima ou quebra, é de responsabilidade da prefeitura repor, mas existem em alguns locais de vandalismo dos quais cabos são furtados e lâmpadas são quebradas. Ele reclamou do plantão da empresa, "pois muitas vezes, há uma falha de energia em algum setor no final de sexta-feira e muitos ficam a mercê, sem energia até segunda-feira". Alexandre também cobrou da Cemar, mais fiscalização na rede elétrica da cidade.
DENÚNCIAS E CRÍTICAS CONTRA A CEMAR
Depois dele a palavra foi franqueada para quem quisesse questionar a Cemar sobre os problemas que já se tornaram corriqueiros. Foi a vez da representante da companhia ouvir várias reclamações sobre o tratamento dispensado pela concessionária de energia aos consumidores de Santa Inês. Os "apagões", a falta de comunicação para a população do porque dos já sistemáticos blecautes de responsabilidade da Cemar, a mudança na modalidade de reaviso de cobranças de contas vencidas junto a alguns clientes, sem que estes fossem comunicados de tais mudanças, a possível (e agora já admitida pela Cemar) venda do prédio da Praça da Matriz onde a empresa ainda mantém cerca de 20 funcionários trabalhando, muito embora somente dois atendendo a cerca de 28 mil consumidores, a inoperância do disk 116, etc. Vários fatos foram relatados pelos presentes e até mesmo pela promotora Rosana Gonçalves.
REPRESENTANTE DA CEMAR CONFIRMA VENDA DO PRÉDIO
A representante da Cemar na Região Beatriz Kriiger durante sua participação disse que há falha no sistema de informação e divulgação através dos meios de comunicação para com a sociedade. Em relação ao apagão ocorrido nas ultimas semanas, informou que foi devido a um ato emergencial devido a um vazamento na subestação que distribui a energia para as cidades, mas que o caso já foi resolvido. Em relação a venda do prédio da Cemar, ela confirmou (depois de inicialmente negar) que está mesmo em processo de venda, mas que a empresa não irá acabar com o atendimento ao público, porém devido ao desenvolvimento e tecnologia, poderá ser mudado de setor para mais conforto para atender melhor a sociedade.
PROMOTORA QUER SOLUÇÃO EM 60 DIAS
Após ouvir todos os depoimentos na audiência, a promotora Rosana Gonçalves disse da dificuldade como cliente, de conseguir falar com o atendimento via telefone da Cemar e como isso é precário. Ela ressaltou que a Cemar deve tomar providências com urgência sobre esse aspecto.Disse também que o Ministério Público recebe constantemente reclamações sobre a Cemar e que os consumidores estão se sentindo lesados. Rosana avisou que formulará juntamente com assessor jurídico, uma recomendação para entregar tanto para a prefeitura quanto a Cemar, para que sejam tomadas as devidas providências no sentido de serem solucionados todos os problemas atuais. Os tópicos principais são: mais uma atendente para melhorar o atendimento na empresa, que o novo local de atendimento da empresa seja central e estratégico para melhor comodidade da população, informação sobre qualquer "apagão" ou acontecimento na área da concessionária à população, através dos meios de comunicação (rádio, Tv, jornal impresso, carro de som, etc.), linha telefônica de qualidade para o consumidor ter acesso a comunicação. A promotora estabeleceu o prazo de 60 dias para que todos os problemas estejam solucionados.



A representante da Cemar regional Beatriz Kriiger, a promotora Rosana Gonçalves e o responsável pela
iluminação pública Alexandre Fagundes debateram sobre os problemas da falta de energia na cidade
FONTE: AGORA SANTA INÊS

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