Jovem é identificado com beribéri em Davinópolis

Jovem é identificado com beribéri em Davinópolis: "


do Blogue do FREDERICO LUIZ

O auxiliar de serviços gerais, Lindomar Bento dos Santos, 24 anos, residente na rua Dália, n° 62, no Centro (a menos de 100 metros da Secretaria Municipal de Saúde – Semus), diagnosticado em um posto de saúde com suspeita de beribéri --doença provocada pela falta de vitamina B1 no organismo, o que provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias--, reclama da falta de assistência e faz um apelo à comunidade para o tratamento da doença.



Ele confessou à reportagem que o consumo excessivo de bebida alcoólica pode ter contribuído para o agravamento do beribéri, deixando-o fraco, fato que motivou a buscar ajuda em uma unidade de saúde de Davinópolis. “Fui a um posto de saúde, quando diagnosticaram como sendo beribéri”, suspeita.



Lindomar dos Santos, que faz um apelo à comunidade para conseguir comprar medicamentos para o tratamento da doença, contou ainda que sente dores no corpo. “A doença provoca uma sensação de desanimo e fraqueza”, relata.



A doença, que pode afetar o coração, dando origem a uma cardiomiopatia por deficiência nutricional chamada de beribéri cardíaco, preocupa o adolescente Lindomar dos Santos. “Só penso em lutar pelo tratamento desta doença”, frisa.



A cura da doença se dá pela administração da vitamina B1, corrigindo assim a sua carência. São alimentos ricos em tiamina: cereais em grão, leite, legumes, ovos, peixes e na redução da ingestão do álcool, já que este dificulta a absorção da vitamina.



Surto – O surto de beribéri causou pelo menos a morte de 42 pessoas entre os anos de 2006 e 2007, no Maranhão. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) aponta a toxina citreoviridina, produzida pelo fungo Penicilium citreonigrun, como a responsável pela inibição da absorção da vitamina B1 pelo organismo, o que causa beribéri.



O Ministério da Saúde registra 550 casos da doença entre os anos de 2006 e 2007 – um no Tocantins, um no Pará e o resto no Maranhão. A Embrapa chegou a analisar amostras de arroz produzido em pequenas propriedades de 29 cidades do sudoeste do Maranhão, onde a maior parte dos casos foi registrada. O fungo foi detectado no arroz tipo cateto, que não é secado de maneira adequada e é armazenado em locais úmidos.



Fonte: Gil Carvalho

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