Assassinos cruéis fogem de presídio em Pedrinhas

Assassinos cruéis fogem de presídio em Pedrinhas 
 
Valdimar Ferreira foi responsável pela morte do filho, ex-mulher, ex-cunhada e ex-sogros. Luís Teixeira assassinou oito em Zé Doca



FONTE:IMPARCIAL ON LINE
MICHEL SOUSA

Três detentos fugiram no começo da tarde de quinta-feira do Presídio São Luís. Mais uma fuga de rotina, se dentre os fugitivos não estivessem dois autores de chacinas
que abalaram o Maranhão. O primeiro é o mototaxista Valdimar Lindoso Ferreira, 38 anos, preso por ter assassinado o filho de sete anos, a ex-mulher, o ex-sogro, a ex-sogra e a ex-cunhada em 2006.

O outro é Luís Teixeira Lima, o “Bida”, responsável por ser o autor intelectual da execução de oito pessoas, entre elas quatro crianças com idades entre 2 e 11 anos, no ano de 2008 no município de Zé Doca. O terceiro fugitivo foi identificado como Ricardo Area Silva, 29 anos, o “Bolota”, condenado por tráfico e assaltos.

Os três presidiários trabalhavam na fábrica de bolas e aproveitaram um descuido do agente penitenciário para serrarem o cadeado do portão que dá acesso ao anexo do presídio e em seguida pularem o muro localizado no fundo do prédio para escaparem. O agente, que teve a identidade mantida em segredo para não atrapalhar as investigações, havia ido ao banheiro e ao retornar percebeu o portão do anexo aberto. Imediatamente ele comunicou o diretor do presídio e os demais agentes existentes na prisão no momento da fuga.


A notícia sobre o incidente chocou e revoltou os familiares das vítimas dos dois assassinos, principalmente parentes da única sobrevivente do massacre cometido por Valdimar Lindoso.

Assustada com a fuga do mototaxista, a esposa de um dos filhos da família Inocentes criticou a fragilidade das instituições penitenciárias e disse temer pela segurança da família. Em resposta à sociedade, a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão enviou uma nota afi rmando existir várias equipes da Secretaria Adjunta de Inteligência e Ações Estratégicas, do Grupo Tático Aéreo (GTA) e guarnições da Polícia Militar realizando buscas em diversos pontos da cidade e áreas adjacentes a prisão a fim de tentar recapturar os fugitivos.


A Corregedoria da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP) já abriu inquérito administrativo para investigar as circunstâncias em que o fato ocorreu. Qualquer informação que leve à localização dos elementos pode ser repassada ao Disque Denúncia pelos telefones 3223 5800 (capital), 03003155800 (interior), além do Centro Integrado de Operações (Ciops) através do número 190.


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