Imperatriz, 158 anos de história

Imperatriz, 158 anos de história: "

do Correio de Imperatriz


Parafraseando Marisa Monte, afirmo: “Há um Vilarejo [aqui], onde areja um vento bom… [Somos] Terra de heróis [e] lares de mãe”; relembro com a citação; a forte representatividade em torno do dia 16 de julho, aniversário do Município de Imperatriz.

Dessa forma, serão inúmeras comemorações alusivas aos 158 anos de quem fora chamada: Povoação de Santa Tereza, Vila Nova da Imperatriz, e por último, Imperatriz, homenageando Imperatriz Teresa Cristina, esposa do Imperador Dom Pedro II. A população nesta semana se reverte de uma euforia explicável, afinal de contas é a maior festividade da Princesa do Tocantins.

Como forma de estimular a produção cultural e educacional locais e para homenagear a cidade ou a eterna Terra de Frei Manoel Procópio, vários eventos ocorrerão: Cinema Itinerante, Corrida 16 de julho, Entrega da Comenda Frei Manoel Procópio, Feira dos Estados, Show da Cidade,Corte do Bolo de 158 metros e Concursos de Fotografia, Artes e Redação; que refletem a relevância da data para o poder público através da Prefeitura de Imperatriz e para a população.

Para Cristiane dos Anjos, 24, estudante de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão (UFMA-campus de Imperatriz), o dia 16 de julho tem relevância social, cultural e histórica.

“Moro em Imperatriz há quatro anos, e participar de mais um aniversário de sua fundação tem uma importância simbólica que marca o início da formação cultural de um povo. Todo grupo social necessita de uma reafirmação de sua origem e vemos isso a cada comemoração de aniversário. Todo povo necessita de sua história pra consolidar-se como tal, daí a importância histórica do dia 16 de julho. Afinal, um povo sem história é um povo sem memória”, finaliza Cristiane.

“Nasci e cresci em Imperatriz e para mim, comemorar mais um aniversário da nossa cidade é perceber que mais um ano se passou e ocorreram muitas mudanças na educação, cultura, saúde e aspectos sociais”, afirmou Jordânia Natália Aguiar Carneiro, 19, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA-campus de São Luís).

História e memória

Em 26 de junho de 1849, sai do porto de Belém uma expedição com destino à Imperatriz, suas obrigações eram: estabelecer um presídio, implantar uma colônia militar e fundar uma missão religiosa. Segundo Edmilson Sanches (2002) Imperatriz nasceu sob o signo conjunto de “segurança, fé, estudo e trabalho”, pois na expedição vinham militares, religiosos como Frei Manoel Procópio, cientistas e colonos. Com isso a idéia do Governo do Pará, na época Estado do Grão-Pará, era povoar o extenso deserto que formava toda essa região ao longo do rio Tocantins. Durante um bom tempo todo o sudoeste maranhense esteve povoado pelos Timbiras, que foram derrotados na metade do século XIX pelos criadores de gado.

Em 16 de julho de 1852 os índios habitantes dessa região estavam às margens do rio quando percebem assustados a chegada de um navio que aporta à margem direita do rio Tocantins, mas seus tripulantes só fazem contato com eles um dia depois. Ao chegarem, os colonos, os religiosos e os militares são amistosos e distribuem vários tipos de presentes. Com o passar dos dias Frei Manoel Procópio ganha sua confiança, constrói uma pequena capela e logo trata da catequese dos índios.

Luana Barros
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