Provável desistência de Dino tumultua reta final das convenções

Provável desistência de Dino tumultua reta final das convenções: "

O secretário de comunicação do partido, jornalista Márcio Jerry, passou o final de semana desmentindo – desde sexta-feira(25) à noite – mas o certo é que os boatos (ou seriam verdades?) de que o deputado federal Flávio Dino (PcdoB) havia desistido de sua candidatura ao governo do Estado acabou provocando um tsunami nas confenções dos partidos que fazem oposição no Estado do Maranhão.


A primeira notícia saiu no Twiter do agora candidato a senador Edson Vidigal(PSDB) e se espalhou como rastilho de pólvora em banana de dinamite: Flávio Dino não havia resitido às pressões da direção nacional de seu partido que, por sua vez, havia sucumbido à retaliações do presidente Lula que, por seu turno, tem uma dívida impagável com o paxá José Sarney, segundo o deputado federal Domingos Dutra(PT), que andou ensaiando uma greve de fome em protesto contra mais uma decisão burguesa de seu ex-Partido dos Trabalhadores do Brasil.


Graças a este estique-espucha-empura em torno de Flávio Dino o grando grupão de oposição liderado pelo ex-governador Jackson Lago(PDT-PSDB-PPS-PTC) não pode fechar ainda sua chapa majoritária (e muito menos a proporocional). Ainda não tem um vice-governador e os dois senadores do mesmo partido – Roberto Rocha e Edson Vidigal – não está cheirando muito bem para os os outros dois aliados e para o recem-chegado PSB, caso Flávio Dino não seja oficializado na convenção do próximo dia 30.

Enquanto o inbróglio da definição dos cabeças de chapa não se desenrola fica difícil até fecharem as chapas de deputado federal e deputado estadual. Um dos coordenadores da campanha de Jackson Lago, o deputado estadual Chico Leitoa(PDT) informou que na convenção de sábado(26) foram inscritos cerca de 15 candidatos a deputado federal e quase 100 candidatos a estaduais, dos quatro partidos.


Acompanhe abaixo a versão de um aspone roseanista sobre o “desiste/resiste” de Flávio Dino – ele quer botar a culpa na dupla PDT/PSDB mas sabe que a cisão das oposições só interessa mesmo à sua chefa Roseana – e também o depoimento/bomba de Edson Vidigal, o homem que não tem papas na língua e que não chora pelo leite derramado”



“Blog do Luis Cardoso


Nem bem a eleição começou, a turma que anda incomodada com a candidatura de Flávio Dino apelou para a pior das baixarias: espalhou que o deputado federal do PCdoB havia desistido da disputa.

Hoje(25), pela manhã, Flávio Dino reuniu assessores e coordenadores da campanha para ultimar os preparativos da convenção que homologará sua candidatura, a ser realizada no dia 30.

Enquanto isso, setores do PSDB e PDT espalharam pelos quatro cantos do Maranhão que Flávio Dinio havia desistido da candidatura. Uma baixara sem tamanho. Um golpe baixo. Exatamente partindo da oposição, que fica brigando entre si e deixando solto o verdadeiro inimigo.

O candidato a senador pelo PSDB, na coligação de Jackson Lago, o ex-ministro Edson Vidigal, tratou de iniciar os boatos em seu twitter.

Enviou a mensagem para os blogueiros do sistema Mirante de Comunicação e para os portais de notícias do interior do Estado.

O estrago foi feito. Não se comenta outra coisa nas cidades. Só eu já recebi inúmeros telefonemas e e-mails sobre o assunto.

Conversei agora há pouco com o presidente municipal do PCdoB, jornalista Márcio Jerry, que criticou a ação dos boateiros e lamentou que embora tenha desmentido a falsa informação para blogueiros da Mirante, nada foi colocado a respeito.

Jerry confirmou que o PCdoB homologará em convenção no dia 30 o nome de Flávio Dino como candidato a governador do Maranhão.

Não é de hoje que Dino vem incomodando o governo e a oposição. Causou inveja a sua perfomance na Câmara Federal, em seu primeiro mandato, sempre escolhido como um dos cinco melhores deputados do país.

Incomoda o grupo Sarney, que obrigou o presidente Lula a tomar o PT, que havia declarado apoio ao parlamentar do PCdoB. E tenta até agora impedir que a sigla comunista acate a candidatura de Dino.

Na oposição, as raposas não aceitam que Flávio Dino seja candidato porque se consideram na frente da fila. Fazem de tudo para evitar que outros partidos do campo oposicionista venham apoiar o nome dele. E olha que a eleição ainda nem começou.



Abaixo, a íntegra do desabafo de Vidigal:


“As pessoas tem o mal de costume de não tratar as outras com o devido respeito. Me ofendem e me insultam apenas porque dei a conhecer fato verdadeiro sobre o qual ninguem pediu segredo. Assuntos de interesse público devem ser do conhecimento público. Não mereço as ofensas que a paixão gratuita dissemina contra mim em todos os sentidos.

Ontem, estávamos na sede do PDT quando, por volta das 22h, recebemos a visita do presidente da Assembleia, deputado Marcelo Tavares (PSB), acompanhado do presidente estadual do PSB, o ex-deputado José Antonio Almeida. Eu havia saído para ir a minha casa, que fica próxima, e ao retornar à sala do ex-candidato a prefeito de São Luís Clodomir Paz, coordenador da campanha do Jackson, encontrei os dois queridos amigos pessoais do PSB e, juntos estavam o deputado Brandão, o deputado Chico Leitoa, o ex-deputado Aderson Lago, o ex-deputado Wilson Carvalho, o prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, o Clodomir, o Roberto Rocha, e quando entrei na sala fizeram silêncio.

Falei brincando o que houve? Só porque eu retornei a reunião agora está em off? Foi quando o Marcelo deu a conhecer, ou repetiu o sentido da sua missão, àquele recinto.

Ele estava ali em companhia do presidente do PSB, legitimando sua missão, para dizer que o PSB queria coligar conosco nas proporcionais mas a condição era uma vaga da chapa ao Senado para o Zé Reinaldo. Nada mais lógico, do ponto de vista deles. E o Flávio, que assim estaria sendo abandonado, perguntei – como fica o Flávio? O Flávio está fora, respondeu. O Flávio será candidato a deputado e nós queremos uma vaga de senador para o Zé Reinaldo.

Eu estava sentado ao lado do Roberto, entao disse – Roberto, isso é contigo. Tu és o presidente do partido, mas acho que devemos consultar o Castelo, o Madeira, o Ildemar, os nossos deputados federais e estaduais. Fui falando assim e foi se impondo um silêncio sepulcral na sala. Logo eles, Marcelo e Ze Antonio, saíram e o Aderson foi levá-los até à porta.

Foram todos embora e ainda fiquei conversando com Chico Leitoa e Clodomir querendo entender aquilo tudo que, como dizia Mateus do Corintians, poderia ser uma faca de dois legumes. Fui encontrar Eurídice e fomos comer carangueijo na Litorânea. Era quase meia-noite quando me veio a ideia de avisar pelo Twitter só a manchete do que havia acontecido. Muita gente tem interesse na candidatura do Flávio e nós também.

Antes que isso tudo chegasse ao que chegou eu mesmo o avisei, como amigo, várias vezes – cuidado com essa conversa porque tu (Flávio Dino) podes acabar sendo o Vidigal da vez. Referia-me à averntura em que de boa fé me lancei achando que poderia disputar uma eleição e chegando aqui, despojado de tudo, me vi aprisionado numa arapuca e aí não havia mais caminho de volta, eu continuava e mantinha a dignidade ou caía fora e ninguém iria entender e seria incompreensivelmente cobrado pelo resto da vida.

Ora, o próprio Rabelo, presidente nacional do PCdoB, pessoa por quem tenho grande estima pessoal e respeito político, ja havia me dito, na presença do Flávio, num jantar em minha casa, que ele, Flávio, não seria candidato a governador porque sendo um dos mais brilhantes dos deputados do PCdoB o partido não iria abrir mão dele na Câmara. Seria candidato à reeeleição. Aqui no Maranhão foi que trataram de inocular-lhe a mosca azul e ele, jovem e de boa fé, acreditou no que eu também havia acreditado.

Então a jogação de toalha anunciada na reunião de ontem não seria novidade para mim.

Pouco antes da meia-noite passei a notícia adiante e o resultado é que, ao invés de lamentarem a situação terrível em que jogaram o Flávio, muitos preferem me agredir, me faltando com respeito. Muitos não me conhecem, ignoram a minha história de vida, desde moço nas lides estudantis combatendo contra o caciquismo vitorinista e sempre sem razão alguma para mudar de opinião quanto a qualquer forma de dominação do nosso povo.

O tempo já e já vai dizer se na reunião de ontem à noite alguém estava blefando usando, mais uma vez o Flávio, ou se tudo que foi dito ja era verdade indesmentivel ou não.”


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