Duque Bacelar tem problemas na agricultura

Duque Bacelar tem problemas na agricultura: "

milho_estiagemDuque Bacelar (MA) - A falta de chuvas em volume suficiente para uma boa colheita atingiu diversos municípios da Região dos Cocais, entre eles Duque Bacelar. De acordo com o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Manoel Rodrigues da Silva, a situação está difícil para quem até o ano passado sobrevivia exclusivamente da lavoura.


Muitos lavradores perderam tudo. O arroz que resistiu à estiagem não encheu os cachos, não há milho, nem feijão. Caso chovesse conforme os agricultores esperavam, a safra seria suficiente para o comércio e o consumo.


“A produção será pouca. Isso atinge tanto as pessoas da zona rural, como nós que moramos na zona urbana, mas que também dependemos desses frutos que são conseguidos por meio de nossos lavradores. Estes são pessoas muito importante para nós”, lamentou o líder sindical.


O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Duque Bacelar está se mobilizando para solicitar aos políticos da região ajuda. Entre os pedidos estão as sementes para plantio de verão.


“A gente já encaminhou um ofício a uma deputada que tem contato conosco e que ficou de nos levar até a Secretaria de Agricultura para reivindicar sementes para que os produtores possam fazer um novo plantio e outros pedidos para amenizar a situação do nosso povo”, explicou Manoel da Silva.


Realidade - Na sede da Agência de Defesa Agropecuária (Agerp), em Caxias, da qual faz parte o município de Duque Bacelar, a chefe da pasta, Marta Surama Vieira, declarou que já está sabendo da realidade pela qual estão passando os agricultores daquele município.


Marta Vieira ressaltou que os lavradores também serão cadastrados para participar das ações emergenciais que estão sendo desenvolvidas pelo Governo do estado para ajudar os que terão uma colheita abaixo do esperado este ano.


“O pior é que não são apenas esses agricultores que estão passando por essa situação. Há centenas deles. Nós já estamos cadastrando todos e aguardando um posicionamento da governadora para decidir que tipo de ajuda eles terão”, destacou a coordenadora da Agerp.


Uma das conseqüências da estiagem é a elevação do preço de vários produtos agrícolas. Um dos produtos cujo preço aumenta rapidamente é o feijão, que hoje custa o dobro do que custava no mesmo período do ano passado. Outras safras, como o milho, tendem a ter seus custos aumentados.


(O Estado do Maranhão)

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