PF prende mulher de presidente da Assembleia de MT


PF prende mulher de presidente da Assembleia de MT

Janete Riva, mulher do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso Geraldo José Riva, o assessor do parlamentar Adilson de Figueiredo, o genro do deputado, Carlos Antonio e Rodrigo Spinelli — filho do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do estado, Ubiratan Spinelli — foram presos na manhã desta sexta-feira (21/5) e estão na sede da Polícia Federal em Mato Grosso. A informação é do site 24 Horas News.
A prisão foi feita durante a operação Jurupari que tem o objetivo de reprimir a extração, transporte e comércio ilegal de produtos florestais na Amazônia mato-grossense, principalmente aqueles provenientes do interior e entorno de áreas protegidas federais, como Terras Indígenas e Parques Nacionais.
O juiz Julier Sebastião da Silva expediu 91 mandados de busca e apreensão e 91 mandados de prisão preventiva em diversos municípios de Mato Grosso e nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande Sul e Espírito Santo.
A operação é fruto de dois anos de investigações empreendidas pela Polícia Federal. Foram apuradas irregularidades praticadas por servidores, engenheiros e proprietários em pelo menos 68 empreendimentos e propriedades rurais. 
Dentre os presos, além de madeireiros e proprietários rurais, estão engenheiros florestais e servidores públicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) que eram responsáveis por produzir e aprovar licenciamentos e Planos de Manejo Florestal fraudulentos, necessários à legalização e comércio de madeiras extraídas no interior dessas áreas públicas.
Entre as irregularidades apontadas pela polícia, constam fraudes na concessão de licenciamentos e autorização de desmatamentos, até mesmo no interior de áreas protegidas, como Terras Indígenas; Disponibilidade de créditos florestais fictícios, e que permitem o desmatamento e retirada ilegal de madeira, de áreas não documentadas, especialmente de terras públicas e áreas protegida.
Foram identificados ainda transporte, processamento e comercialização destes produtos florestais pelas serrarias e madeireiras, as quais recebem o produto “esquentado” com documentação fraudulenta, abastecendo e incentivando, portando, todo o esquema.
A pedido da Polícia Federal, a  Justiça Federal em Mato Grosso também decretou o sequestro e indisponibilidade dos bens de todos os investigados, bem como o afastamento preventivo de todos os servidores indiciados.  A medida se fundamentou na prova pericial produzida, que comprova que, além de diversos dos envolvidos possuírem movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos declarados à Receita Federal. O valor mínimo dos danos ambientais causados pelos investigados, nestes últimos anos, somado, é de aproximadamente R$ 900 milhões.
Após interrogatório, os presos serão encaminhados ao sistema prisional e responderão pelos crimes de formação de quadrilha (288 do CPB); corrupção ativa/passiva (artigos 317 e 333 do CPB); furto (155 do CPB); grilagem de terras (artigo 20 da Lei 4.947); falsidade ideológica (artigo 299 do CPB); inserção de dados falsos em sistema de informática (artigo 313-A do CPB), além de diversos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).
A operação foi batizada como Jurupari. A lenda que dá nome a operação é de origem tupi e também no folclore de tribos indígenas das mais diversas procedências. É uma entidade enviada pelo Sol para reformar a Terra. É Jurupari quem faz cumprir as leis. Segundo a crença, a Jurupari não se pede perdão e não há súplica que o abrande. Ele exige estrita obediência às leis.

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