Morre o jornalista Walter Rodrigues, vítima de infarto

Morre o jornalista Walter Rodrigues, vítima de infarto: "
O jornalista paraense estava em casa, quando sofreu um infarto fulminante.
Quarta, 19 de maio de 2010 - 10h00

SÃO LUÍS - Morreu, na noite dessa terça-feira (18), por volta de 22h, o jornalista Walter Rodrigues, 59 anos. Ele estava em casa, na Ponta do Farol, acompanhado da namorada Keila, quando passou mal e sofreu um infarto fulminante. Walter Rodrigues está sendo velado na Central de Velório Pax União, no Centro, e será sepultado às 16h, no Cemitério Jardim da Paz, na estrada de Ribamar.

Walter Rodrigues, nos últimos anos, assinava oBlogue do Colunão. A última atualização foi ontem mesmo.

Walter escreveu o texto: Bolsa Família não vicia. Segundo o jornalista, uma pesquisa de órgão vinculado ao PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) conclui que o Bolsa Família de Lula não causa “dependência”, ou seja, não transforma seus beneficiários em preguiçosos ou pessoas sem iniciativa ou impulso para o progresso.

Walter Rodrigues também escreveu o texto: PT nacional decide o Maranhão. Walter Rodrigues destaca que a direção nacional do Partido dos Trabalhadores confirmou, nesta segunda (17), que avocou para si a decisão sobre a “tática eleitoral” do PT no Maranhão. Com isso, está cancelado o encontro estadual marcado para o próximo fim de semana.

Walter Rodrigues nasceu em Belém (PA). Foi diretor de redação de O Estado e trabalhou, também, nos jornais O Imparcial, Jornal Pequeno e O Debate. Walter deixa um filho, Vicente Rodrigues, que mora no Rio de Janeiro, e deve chegar a São Luís por volta das 13h desta quarta-feira (19).


Na segunda, dia 17, Walter ecreveu um texto sobre o jornalista Jurivê Macêdo, que morreu de AVC, em Impretariz. Leia:
17.05.10
Um cavalheiro bem informado


Jurivê Macedo: um quase padre bem informado e amante da vida

Um jornalista antecipou por duas vezes um dos acontecimentos mais dramáticos da história recente de Imperatriz, o assassinato do prefeito Renato Moreira, em outubro de 1993. Moreira foi morto por um pistoleiro a soldo do esquema do ex-prefeito e deputado quadrilheiro Davi Alves Silva, que por sua vez seria abatido por um de seus capangas em 1998. Com a morte de Moreira, assumiu o vice-prefeito Sebastião Rodrigues, mandado de Davi.

A primeira antecipação ocorreu quando o jornalista Jurivê Macedo divugou a seguinte frase, pronunciada por um parente de Moreira: “Tendo um vice como esse, seu destino é ser cassado com s ou caçado com ç.” Outros tinham ouvido o comentário, mas só ele teve coragem de publicar.

Na segunda, no Estado do Maranhão de 21/9/93, duas semanas antes do fatídico 6/10/93, Jurivê falou das divergências entre Moreira e o pessoal de Davi, especialmente Damião Benício, espécie de secretário ou braço direito do chefão. “O mais grave”, assinalou, “estaria por conta de um ultimato que teria sido feito ao prefeito Renato Moreira por Damião Benício... no dia 1º de outubro vindouro. Davi já sabe e não se opõe”. Cinco dias depois do prazo fatal do ultimato, cumpriu-se a ameaça.

Poucos jornalistas já estiveram tão bem informados num momento tão crucial.

Professor de si mesmo

Jurivê Macedo, jornalista de Imperatriz, principal cidade do interior do Maranhão, a 636km de São Luís, escrevia melhor que a grande maioria dos colegas da capital. Não apenas porque tinha um estilo leve, irônico e bem-humorado, mas também porque conhecia o idioma tão bem que se permitia ser simples.

Autodidata extraordinário, não só sabia muito de jornalismo como de literatura, história e direito também. Foi advogado provisionado licenciado sem diploma para atuar em determinada área durante mais de 20 anos, até mais ou menos 1978. Ano em que saiu candidato a deputado estadual pelo MDB apenas para ajudar um amigo que precisava da dobradinha para eleger-se deputado federal. E que depois se esqueceu da ajuda.

Ficou peemedebista para o resto da vida. Nos anos 80, trocou O Progresso, o mais influente diário de Imperatriz, por O Estado do Maranhão, onde conseguiu conciliar os interesses da casa com a manutenção da dignidade pessoal. Nunca foi um bajulador interesseiro como tantos outros, em tantos jornais. Nem mesmo quando integrou por breve tempo a administração municipal, no primeiro governo Ildon Marques (PMDB).

Quase padre

Poucos se lembram, mas Jurivê foi seminarista em Porto Nacional, a cidade goiana onde nasceu, hoje a 63km de Palmas, capital do estado de Tocantins. Escapou da batina para casar-se com a maranhense Leonor Mesquita Almeida Macedo e dar ao mundo doze filhos, 28 netos e sete bisnetos. Os filhos são Sérgio (atual secretário estadual da Comunicação), Silvio, Rogério, Leandro, Macedo Neto, Jurivê Filho, Marco Aurélio, Vanusa, Suy-Anne, Sônia, Sandra e Soraya.

Jurivê morreu hoje em Imperatriz, um dia depois de seu 80º aniversário e 41 dias após o acidente vascular cerebral que haveria de liquidá-lo. Nas palavras de Daniel Souza, um dos melhores e mais valentes profissionais da cidade, “foi um jornalista muito bem informado, antenado com a província e com o mundo, que não perdia o bom-humor nem nos piores momentos e que, ao mesmo tempo, sempre se mostrou sensível ao sofrimento dos simples e às demandas sociais. Foi, além disso tudo, um gentleman que acreditava na vida”.

Leia mais sobre Jurivê.
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