A insegurança dos presos-EDITORIAL DO JORNAL AGORA SANTA INÊS-12.05.10


A insegurança dos presos
FONTE:JORNAL AGORA SANTA INÊS
Um homem foi ferido e saiu quase morto de dentro de uma cela da Delegacia Regional de Santa Inês, indo a óbito ao dar entrada no Hospital Municipal Tomás Martins. O fato foi registrado na manhã de sábado. O morto atendia pelo nome de Raimundo Nonato de Sousa e tinha o apelido de “Marrom”. Contra ele uma prisão preventiva e a acusação de ser o mandante de um crime cometido por dois assassinos frios de nomes Marcelo Coqueiro e Clemilson, contra uma senhora de 73 anos no povoado Lages. O primeiro deles assumiu também que matara a sangue frio um mototoxista de Santa Inês no dia 25 de abril. Já o “defunto” em questão teria sido assassinado, segundo disse em entrevista coletiva o delegado titular da Regional, por outro preso de apelido “Chocolate” depois de uma discussão na cela. A arma utilizada foi um cabo de vassoura feito de metal ou coisa que o valha.
A morte de “Marrom” e os detalhes do crime só foram conhecidos oficialmente pela população de Santa Inês ontem, via TV, e hoje, via este jornal, mas a cidade já convivia com boatos sobre o caso desde as primeiras horas da tarde de sábado, porém o delegado Regional só permitiu, ou só informou o que verdadeiramente havia acontecido na cadeia, na manhã de terça-feira, ou seja; três dias após a ocorrência do fato. Uma eternidade para quem trabalha contra o tempo como a mídia. O corpo do morto foi resgatado pela família (vivia maritalmente com uma mulher há 15 anos, com quem teve cinco filhos) no HTM. O delegado considera que o trabalho da polícia não houve falhas e nem negligência desde o primeiro momento em que Marcelo Coqueiro matou o mototaxista de nome Luis, até a morte de “Marrom”. Ele considera que o trabalho realizado foi “um trabalho de resultados”. Se tudo terminar por aí, o resultado de tudo são três mortes violentas (assassinatos cruéis), dois presos, Marcelo Coqueiro e Clemilson, e mais um assassino na cadeia, no caso, o “Chocolate” que já estava preso, e com certeza uma ação na Justiça contra o Estado, sob a custódia de quem estava o preso assassinado.

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