Grupo Atlântica deve investir R$ 100 mi em estaleiro no Maranhão

Grupo Atlântica deve investir R$ 100 mi em estaleiro no Maranhão: "


Ribamar Cunha
Subeditor de Economia

Jornal O Estado do Maranhão





Os planos de expansão do grupo Atlântica no Maranhão para os próximos 10 anos são audaciosos. Um dos projetos que a empresa pretende concretizar é o investimento de R$ 100 milhões na construção de um estaleiro nas proximidades do terminal de passageiros de Ponta da Espera.


Para tirar o projeto do papel, o presidente do grupo Atlântica, Luiz Carlos Cantanhede, está buscando parcerias. “Estamos conversando com dois potenciais parceiros para viabilização do projeto: um grupo holandês e outro inglês”, informou.



Previsto para iniciar suas operações em cinco anos, o estaleiro, além de construção, fará reparação e manutenção de embarcações de pequeno porte, como rebocadores, balsas, barcaças e ainda peças de plataforma.



A construção do estaleiro, que deve criar mais de mil empregos, atenderá às necessidades de manutenção e reparação das embarcações que operam aqui, pois, quando precisam do serviço, têm que se deslocar para o Pará ou Rio Grande do Norte.



“Existe um mercado e pode ser ocupado. E isso passa por coragem, ousadia, acreditar que se pode realizar o projeto e se desenvolver um trabalho de qualidade”, observou Luiz Carlos Cantanhede.



Nessa perspectiva de expansão de área de atuação e também da base de portifólio de serviços do grupo Atlântica, a Internacional Marítima está se associando à companhia holandesa Toss, com o objetivo de fornecer serviços para plataformas de exploração de petróleo.



“Procuramos fazer um trabalho diferenciado de valorização das pessoas e de prestação de serviços de qualidade. De modo que nosso objetivo é ser, nos próximos 10 anos, referência nacional na nossa área de atuação”, ressaltou o presidente do grupo Atlântica.


Grupo Atlântica amplia negócios e já opera em mais sete estados


Com uma movimentação diária de 30 mil veículos e milhares de pessoas, a maior travessia litorânea do mundo, realizada no litoral paulista por meio de balsas, está sendo operada pela Internacional Marítima, empresa do grupo Atlântica, do empresário maranhense Luiz Carlos Cantanhede. Confiante na expansão dos negócios, o empresário pretende construir um estaleiro em São Luís nos próximos anos.
O transporte de passageiros e veículos é feito por 32 embarcações, sendo oito somente na travessia Santos/Guarujá. O serviço prestado há três anos pela Internacional Marítima atende a diversas localidades do litoral paulista, como Bertioga, Vicente de Carvalho, São Sebastião, Ilha Bela, Cananéia, Ilha Comprida, Iguape, entre outras.



O contrato de concessão para exploração da travessia pela empresa maranhense é de seis anos e foi firmado com a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S.A., empresa de economia mista, vinculada à Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo.



Cantanhede informou que a Internacional Marítima concorreu em licitação com grandes empresas nacionais para explorar o serviço da travessia no litoral paulista. “Nossa intenção é buscar outras travessias no país e, assim como em São Paulo, prestar um serviço de qualidade”, afirmou.



Cujupe - No Maranhão, a Internacional Marítima é uma das empresas que operam a travessia São Luís/Cujupe, por meio de quatro ferry-boats, fazendo, em média, quatro viagens diárias. O percurso maranhense registra por mês o transporte de 250 carros, em média, e 3 mil pessoas, números que representam 10% do movimento diário da travessia no litoral paulista.



No estado, a empresa também opera 13 rebocadores do consórcio Vale e Wilson Sons e da Smith Rebras, responsáveis pela atividade de atracamento e desatracamento de navios nos portos do Itaqui e na Ponta da Madeira (de propriedade da Vale).


Além de Maranhão e São Paulo, o grupo Atlântica está em Roraima, Pará, Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Norte e Amapá, garantindo 8 mil empregos. Suas oito empresas prestam serviços em diversas áreas – segurança, serviços gerais, recuperação de áreas degradadas, hotelaria, brigada de emergência, manutenção de canais marítimos, limpeza industrial, engenharia e segurança do trabalho.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a Atlântica presta serviços de limpeza no metrô, bem como recuperação de áreas degradadas e jardinagem. No Pará, está presente em quase todas as unidades da Vale no Sistema Norte, desde Carajás, passando por Paragominas, Mina de Sossego, Marabá, Paraoapebas, Ourilândia, Canaã dos Carajás, Barcarena, Curianopólis, Rondon do Pará e São Félix do Xingu.


Em São Luís, o grupo Atlântica fornece serviços para a Alcoa há mais de 25 anos e para a Vale há mais de 20 anos, além de outras grandes empresas.

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