Definição de Jackson Lago por Serra demarca campos políticos no Maranhão

Definição de Jackson Lago por Serra demarca campos políticos no Maranhão: "
A definição oficial do ex-governador Jackson Lago (PDT) pelo apoio à candidatura presidencial de José Serra (PSDB) esclareceu, de uma vez por todas, os campos políticos que disputarão as eleições no Maranhão este ano. São três as opções para o eleitor: de um lado Jackson, Serra e o grupo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; do outro, a governadora Roseana Sarney (PMDB), o presidente Lula e sua candidata Dilma Rousseff (PT). Entre eles o grupo que reúne dissidentes dos dois lados em torno da pré-candidatura do deputado comunista Flávio Dino: do PCdoB pró-Dilma, e do PSB serrista, de José Reinaldo Tavares. É levando em conta este viés que o eleitor deverá se posicionar no dia 3 de outubro.

A definição de Jackson Lago foi oficializada quinta-feira, em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, da coluna Radar, da revista Veja, veículo ligado ao PSDB. Mas o ex-governador maranhense já vem neste namoro há pelo menos oito anos, período em que tentou esconder, de uma forma ou de outra, a constrangida opção política (ver matéria correlata).

O posicionamento eleitoral dos candidatos a governador ganha peso por causa da influência cada vez maior das eleições presidenciais nos pleitos regionais. Para o eleitor, é fundamental saber que projeto nacional o seu candidato a governador defende. Dele pode depender, por exemplo, programas sociais, visão econômica e de Estado que influenciarão a sua vida cotidiana nos próximos quatro ou oito anos.

Benefícios - A relação da governadora Roseana Sarney com o presidente Lula, por exemplo, rende frutos importantes para o Maranhão, como os programas “Bolsa Família”, “Luz para Todos” e “Minha Casa, Minha Vida”. Projetos do governo Lula foram encampados por Roseana e ampliados com a criação de outros, como o “Meu Primeiro Emprego”, “Viva Luz” e “Viva Água”.

A visão de Lula é diferente da de José Serra. O ex-governador de São Paulo defende o Estado mínimo, com participação cada vez menor na economia e com redução drástica dos gastos em programas sociais, segundo revelou a edição da semana passada da revista “IstoÉ dinheiro”. Foi assim no governo FHC e deverá ser assim em um eventual novo governo do PSDB. É este pensamento que Jackson Lago e a parte serrista do palanque de Flávio Dino irão defender durante a campanha, ainda que de maneira enviesada.

Foi por levar em conta estas nuances percebidas pelo eleitor que Jackson Lago tanto relutou em assumir publicamente o namoro de oito anos com Serra. É por esta razão, também, que, mesmo reunindo em seu palanque expoentes do serrismo, Flávio Dino tenta colar a imagem de candidato do presidente Lula.

Opção esta já feita pelo próprio Lula em relação à governadora Roseana Sarney.

Opção de Jackson Lago por Serra já dura oito anos.

A confirmação oficial da aliança Jackson Lago/José Serra se deu agora por um motivo eleitoral: o pedetista teme perder o apoio do PSDB no Maranhão se não se definir pelo tucano. Mas o namoro entre os dois dura pelo menos oito anos: começou exatamente na campanha eleitoral de 2002.

Jackson se aproximou de Serra para se contrapor à aliança de Roseana Sarney com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença é que, enquanto a relação Roseana/Lula rendeu frutos para o Maranhão, a relação de Jackson com Serra era envergonhada, mantida às escondidas.

Em 2002, Jackson, que se dizia lulista, chegou a anunciar apoio a Serra no segundo turno das eleições contra Lula, apoiado por Roseana desde o início da campanha. Só voltou atrás temendo perder votos – como perdeu – pela ligação ao neoliberalismo.

Nas eleições de 2006, Jackson voltou a namorar o PSDB. Trabalhava abertamente pela candidatura de Geraldo Alckmin contra a reeleição de Lula, que apoiava Roseana. Mais uma vez temendo perder votos, resolveu voltar a ser lulista quando Lula declarou em Timon que era Roseana a sua candidata no Maranhão.

Jackson voltou a ser tucano quando assumiu o governo. Pouco identificado com as propostas lulistas, acabou perdendo a chance de reproduzir aqui os programas nacionais lançados pelo petista – já esquecidos durante o governo de José Reinaldo Tavares.

Mas tinha vergonha de assumir-se tucano, o que só ocorreu após ter sido cassado pela Justiça Eleitoral e ver, já no governo Roseana, Lula vir pela primeira vez ao Maranhão como presidente, o que repetiu mais duas vezes.

Sem ter mais como manter em segredo a relação tucana, o ex-governador assumiu quinta-feira a condição de apoiador de José Serra no Maranhão. Agora, espera em troca o apoio do PSDB à sua candidatura.

O Estado do Maranhão/Marco D'Eça

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Comentários

  1. Sem dúvidas, houve mtos benefícios. Tanto um quanto o outro são influentes, seja no cenário regional, nacional ou mundial. Qdo Lula veio ao MA ver a calamidade das enchentes, percebemos isso. E os projetos dos dois tem sido agregados e desenvolvimentistas para o estado.

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