Senado homenagea Sarney por seu aniversário

Senado homenagea Sarney por seu aniversário: "
'Vida longa, Presidente! Muita saúde! Que Deus o abençoe sempre e que continue, diante das atribulações e da bonança, a ser o homem com esse perfil de serenidade e de sabedoria, atravessando e vencendo, como sempre o fez! Mesmo na adversidade, está ali o gigante pronto para entender e registrar as suas impressões do mundo e das convivências'. Com estas palavras, o senador Gilvam Borges saudou ontem (22/04), da tribuna, o presidente do Senado, José Sarney, pela passagem do seu aniversário de 80 anos, no dia 24 de abril.

Borges foi aparteado pelo senador Mozarildo Cavalcante (-RR) e seguido pelo vice-presidente do Senado, Mão Santa (PSC-PI) nas homenagens. Para dar a dimensão da importância do trabalho de Sarney no Amapá, Gilvam Borges citou as duas vertentes da atuação do aniversariante, a política e a literária. Trecho de texto de Sarney sobre o Estado ganhou entonação emocionada no discurso de Borges: 'Amapá, Macapá, misto de ternura e bondade, gente boa, raça forte'. Ele lembrou, ainda, de 'Saraminda' e de 'Amapá, a Terra Onde o Brasil Começa', duas obras que retratam o Estado que Sarney abraçou depois de deixar a Presidência da República.

'Por mais que qualquer adversário político tente macular sua imagem, a serenidade com a qual triunfa sobre os problemas é o exemplo e a dimensão de sua honra e personalidade. A firmeza de seu caráter como homem público, espelhada na segurança com que toma decisões, que sempre resultaram e resultam em estabilidade gerencial na condução do País, só o dignifica e nos conduz à admiração e respeito', prosseguiu Borges. E acrescentou: 'Presidente Sarney, um homem do bem, capaz de estender um copo d’água ao inimigo, que pede aos amigos paciência com os adversários e que sabe que o que é hoje amanhã pode não ser e que a política é dinâmica'.

Em aparte, Mozarildo Cavalcante lembrou da Constituinte de 1988 e da postura do então presidente Sarney que concordou com a redução de um ano de seu mandado, embora a lei o estabelecesse em seis anos. 'Isso contribuiu, aliás, como tantos outros gestos dele, para que realmente a redemocratização do País se consumasse... o Presidente Sarney foi muito importante para o Brasil todo, mas, com certeza, para os nossos dois Estados, Roraima e Amapá, foi de fundamental importância', discursou Cavalcante.
Gilvam Borges, complementando o que havia dito o aparteante, afirmou que 'todos nós temos o dever de ser guardiões. Não precisamos ser bajuladores, com a palavra fácil do elogio, da rasgação de seda – que não é o meu caso –, mas é o dever patriótico, é o dever do Estado, quando vê um homem da envergadura do Presidente Sarney prestar serviço a um jovem Estado como o nosso, com a sua envergadura política nacional e internacional'.

Por fim, em seu discurso, Mão Santa disse que 'Ele é pela terceira vez Presidente do Senado da República – nenhum brasileiro o foi. E Deus o designou no momento mais difícil da nossa História: a transição democrática, a passagem de um regime militar para um regime de direito democrático. Isso ele fez com competência, com paciência, com tolerância. Ele nos ofereceu o Brasil democrático em que vivemos'.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado
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