O novo padrão de leitura e a velha mídia

O novo padrão de leitura e a velha mídia: "

Por Jose Bezerra


Nassif, já faz um bom tempo que parei de ler jornais e revistas (e olhe que eu era um assíduo leitor deles). Parei, não por uma posição política ou coisa do tipo, mas pelas circunstâncias profissionais e pela necessidade de estar tempo considerável na internet. Foi aí que encontrei os blogs com suas várias corres e estilos. A internet é uma flora bem plural. Em contra partida a grande mídia se tornou uma fauna bem homogênea. rsrs.


Esses dias, foi ler uma revista semanal, a Época, porque a Veja, logo no início da leitura já começa a adjetivar pejorativamente (quando não é uma penca de elogios) os personagens das “notícias” que você não consegue chegar ao fim, com suas combinações de omissões, proteções, direcionamentos, ocultações, tudo beirando a manipulação.


Pois bem, fui ler… e não me senti bem, não me senti em casa, por assim dizer. Os textos são simplesmente historinhas com finais definidos, que atendem a determinadas posições. Não se coloca a reportagem como o passo para o debate ou o levantamento para informar. Sei que não sou um comentaristas assíduo, mas um leitor sim. E aí é que começo a ver algo muito diferente entre as revistas e jornais e os blogs como o seu e o acerto de contas, por exemplo.


E pensar que um dia já li muito títulos como Veja, Isto é, Folha e reportagem que nasceram delas. E fico a pensar, o que aconteceu? Eu mudei ou eles mudaram? Talvez não consiga sistematizar melhor minha fala, mas como disse, não me sinto mais “em casa” lendo tais tablóides.

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