Flávio Dino diz que candidatura de Jackson é incerta e acredita que PDT ainda pode apoiá-lo

Flávio Dino diz que candidatura de Jackson é incerta e acredita que PDT ainda pode apoiá-lo: "

dinoEm entrevista concedida ao Jornal do Brasil, publicada pelo matutino carioca nesta segunda-feira, o deputado federal e pré-candidato ao governo Flávio Dino (PC do B) classificou como incerta a candidatura do governador cassado Jackson Lago e disse acreditar que o PDT ainda poderá vir a apoiá-lo na corrida ao Palácio dos Leões. Dino mostrou-se convicto da presença do PT em seu palanque, mesmo com a possibilidade de uma intervenção do Diretório Nacional com o intuito de anular o resultado da votação que referendou o apoio ao seu nome.


Perguntado se acredita na candidatura de Jackson, o comunista deu a seguinte resposta: “ele está marcado por muitas incertezas, neste momento”. Em seguida, o repórter indaga se há a possibilidade de o PDT vir para a sua chapa. Flávio Dino então arrematou: “há uma possibilidade, sim. O PDT é um partido que compõe conosco a ala esquerda do governo Lula”.


Com respostas pontuadas por termos técnicos e, às vezes, até em tom filosófico, o comunista tentou explicar as motivações que o levaram a lançar-se na disputa pelo governo estadual. Dino atribuiu o atraso do Maranhão à suposta falta de alternância de poder, atribuindo tal hegemonia ao grupo comandado pelo senador José Sarney – esquecendo-se que o estado foi governado por sete anos consecutivos (2002 a 2009) por políticos que fazem oposição ao sarneisismo (José Reinaldo Tavares e Jackson Lago), com os quais manteve estreita ligação.


Perguntado se seu nome representaria a alternância de poder no Maranhão, Dino tangenciou: “não eu, propriamente. Há uma geração de lideranças que não está só na política, estão também no mundo empresarial, estão no mundo dos movimentos sociais e estão no próprio Judiciário, no mundo da magistratura. Há uma demanda social e hoje a minha candidatura é confluência dessa expectativa. Eu não tenho nenhum tipo de messianismo, nenhum tipo de salvacionismo, nenhum tipo de bonapartismo ou cezarismo, dizer “ah, eu serei o salvador do Maranhão”, não tenho essa pretensão. Até porque não existe esse personagem. Mas a candidatura é o caminho para que nós possamos ter o ciclo novo realmente democrático no Maranhão”.


Ele atribuiu a experiência frustrada do governo cassado de Jackson Lago a problemas no próprio grupo atrelado a ele quando no poder. “Infelizmente, não foi possível ao Jackson levar às últimas conseqüências esse propósito, por uma série de fatores históricos, fatores do próprio grupo que assumiu o governo com ele. O certo é que essa experiência ficou inconclusa. Ficou o sentimento de frustração na sociedade, inclusive que agora se recoloca. Uma parte desistiu da mudança. Dizem: “tentamos a mudança e deu errado”. E eu sou taurino, sou persistente, sou obstinado”.


Leia a entrevista na íntegra aqui.

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