Conselho Tutelar investiga degolamento de criança em maternidade

Conselho Tutelar investiga degolamento de criança em maternidade: "

O Conselho Tutelar da Área II vai investigar a suposta negligência médica e morte por degolamento de uma criança durante o parto no Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz(HRMI).


O caso também está sendo investigado pela Delegacia Especial da Mulher(DEM), onde o pai da criança registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na última segunda-feira(19).


O lavrador Manoel Araújo dos Santos Filho explicou que procurou a Polícia após suspeitar de negligência médica durante o parto de seu terceiro filho. Ele questionou especialmente o fato de a criança ter sido dada como morta e mesmo assim os médicos não quizeram fazer o parto cesariana.


“Você ver que minha filha está morta e não faz logo o parto cesário da minha mulher para não cortar o pescoço da minha filha. Se você garantiu que ela ia ter parto normal, então tinha certeza que ela estava viva, então se você viu que não deu conta, agora você degolou minha filha para salvar a vida de minha mulher”, desafiou o pai da criança.


Manoel Filho prosseguiu.


“Isso é muito errado porque eu trabalho na roça, mas tudo da roça eu sei fazer. Entã você trabalha nessa área ai então tudo você sabe fazer, e não fazer uma coisa errada dessa aí”, indignou-se.


A direção do Hospital Regional Materno Infantil rebateu as denúncias do lavrador. Para o diretor técnico do hospital, Marcelo Feitosa, os médicos agiram corretamente.


“Quando foi tentado fazer o parto dessa criança observou-se que o corpo era muito grande e que não conseguia tirar esse bebe por vias baixas, via vaginal. Foi tentado por três médicos, não conseguiu, chamou-se o anestesista para tentar sedar esta mãe para tenta facilitar, relaxar e não se obteve o êxito então o que que o médico fez, a equipe? Ele chamou a mãe, conversou com a mãe, olha mãe nós vamos ter que fazer esse procediumento. Nós vamos ter que decaptar o nenê e para poder tirar o corpinho dele por cima por cesariana. Por que? Para salvar a vida dela”, explicou o médico.


O diretor geral do hospital, Clidenor Plascido também falou sobre o assunto. Ele reafirmou a declaração de Marcelo Feitosa e desmintiu que os médicos tivessem tentado esconder o que realmente aconteceu. Ele disse que após o degolamento e retirada da criança da barriga da mãe não houve pedido ao lavrador para que o caso ficasse somente entre ele, o médico que havia realizado o procedimento e a mae da criança.


“Não existe isso até porque naquele momento era uma equipe que estava trabalhando, medicos enfermeiros”, ressaltou.


Clidenor demonstrou se irritado com a indagação, ao vivo, da repórter Janeth Carvalho (TV Mirante) que quis saber dele porque os médicos não fizeram a cesariana antes de optar pelo degolamento.


Clidenor disse que a mulher havia chegado ao hospital em trabalho de parto, a criança chegou a por a cabeça para fora e o corpo era grande, em relação a uma criança normal, fato que gerou o problema.


”Não tinha como voltar a cabeça e não tinha como sair normal porque o corpo era grande”, argumentou ele que atribiuiu essa anomalia do corpo a uma doença.


O diretor disse ao fim da entrevista que embora tivesse certeza de que o procedimento dos médicos estava correto comunicou o caso ao Conselho de Medicina para investigar a situação.


A Delegacia Especial da Mulher começou ainda ontem a investigar a denúncia. A Delegacia enviou uma intimação à direção do hospital. O conselhdeiro Pedro Gomes disse que o caso também será acompanhado pelo Ministério Público por meio da Promotoria da Infancia e Juventude.


REPERCUSSÃO- O caso do degolamento da criança repercutiu muito em Imperatriz nesta terça-feira(20). O caso foi noticiado por todos os meios de comunicação que buscavam uma explicação para o degolamento da criança, um fato até então estranho nunca ocorrido antes, pelo menos, que tenha sido noticiado pelos meios de comunicação.


O Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz é referência no atendimento a parturientes e possui o Certifcado de Hospital Amigo da Criança, conferido pela Unicef, por incentivar a amamentação e combate a desnutrição.

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